A LINHA DE FRENTE : A rotina dos profissionais de saúde diante da pandemia ou ao desconhecido

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A LINHA DE FRENTE : A rotina dos profissionais de saúde diante da pandemia ou ao desconhecido

No domingo à noite, estava organizando a agenda para começar mais uma semana e me deparei com os noticiários sobre a pandemia do coronavírus. Pensei: amanhã não será só mais um dia! Sou uma profissional de saúde, que trabalha numa Unidade de Pronto Atendimento-UPA de um município abaixo de 200 mil habitantes do Estado de Minas Gerais, que atende em torno de 750 pessoas por dia.

Nós profissionais de saúde, acredito que de todo o Brasil, fomos orientados sobre como atender pacientes em casos de pandemia e elaboramos os nossos planos de contingência.

Entretanto, na vida real é a coisa é diferente, pois, mesmo com os protocolos que nos direcionam sobre como proceder, a incerteza sobre se haverá insumos, profissionais e até mesmo leitos suficientes para atender uma demanda de com tantos níveis de complexidade, torna a rotina extremamente estressante e cansativa, o que se acumula um dia após o outro.

Além destas questões, é exigido do profissional a todo o momento o atendimento de pessoas assustadas, querendo conforto ou atenção, ou até mesmo a própria equipe, que está na linha de frente, buscando amparo e respostas para resolver aquele determinado problema, que para você também nebuloso. E aí? O que você faz?

A realidade das unidades de pronto atendimento ou unidades básicas de saúde atualmente, sem o agravamento do surto viral é uma só: lotadas. Pacientes doentes e idosos com comorbidades, que precisam de atendimento, pessoas assustadas querendo saber se tem o coronavírus e pessoas curiosas, que chamamos de visitantes, que querem saber o que está acontecendo.

É compreensível a inquietação da população, pois é uma enfermidade com muitos pontos a se determinar. Existem evidências de que o vírus tem baixo poder de nos afetar individualmente, porém pode ser catastrófico coletivamente, impactando o sistema de saúde. O maior inimigo neste momento?

A desinformação. Ela é a grande geradora de pânico, que leva as pessoas para os postos de saúde e as UPA’s, sobrecarregando sistema como um todo.

É fato e justificável que existe um clima de apreensão, já que não sabemos quanto a nossa rotina nos próximos dias será incomum e desafiadora.

Porém, é preciso seriedade no enfrentamento do problema que nos aflige e o compromisso real e honesto de todos nós com as diretrizes de isolamento, o quanto possível, e cuidado para evitar a disseminação do vírus. É este o momento que pode fazer a diferença.

Mas, caso a situação piore, podemos contar com o SUS, gratuito, universal e suportado por profissionais de saúde e demais funcionários que estão envolvidos e engajados no propósito que é cuidar de todos nós.

Podem contar conosco! Estamos a postos.

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