Dia do orgulho LGBTQIA+: Um dia para celebrar, porque há muito para melhorar

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Dia do orgulho LGBTQIA+: Um dia para celebrar, porque há muito para melhorar

Dia do orgulho LGBTQIA+: Um dia para celebrar, porque há muito para melhorar

Hoje celebramos o Dia do Orgulho LGBT+, data histórica do movimento de resistência e luta por direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.

Hoje seria uma data para comemorar ou reivindicar? Os números ainda são alarmantes no Brasil, de acordo com a ONG Transgender Europe, sendo o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Além disso, uma pessoa LGBT morre a cada 26 horas no Brasil, morrem exclusivamente em decorrência do estigma, da LGBTfobia e do ódio que recai sobre a sexualidade dessa população.

Mas tem que ser comemorado pelas lutas e conquistas fundamentais como casamento civil, adoção, trabalhadores podem estender seus benefícios previdenciários e de plano de saúde aos seus cônjuges, transexuais podem mudar o nome no cartório sem a obrigação de terem passado por cirurgia de adequação sexual ou recebido autorização judicial, além de usar o nome social na Educação

Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que celebramos porque há muito para melhorar ainda. Em especial, no que diz respeito à equidade de direitos da população LGBT em relação ao resto da população. Infelizmente estamos ainda num mundo onde a homossexualidade é criminalizada, em um país onde travestis e transexuais têm estimativa de vida de 35 anos e a transexualidade é considerada como patologia.

Todos nós precisamos entender que está lutas é de todos nós, uma pelos direitos, uma luta pelo alargamento da noção de humanidade. E cada um de nós, comprometidos com um mundo de justiça social, temos o dever de encampar esta luta,

A luta LGBT é, antes de tudo, a defesa de uma democracia, em que todos possam acessar uma cidadania plena e viver no mundo livremente, em segurança, com sua dignidade e acesso aos bens comuns garantidos pelo Estado e com condições de desenvolver a si mesmos e suas capacidades sem interferência do ódio ou da violência de gênero.

Yula Merola é farmacêutica, professora universitária e gestora pública da Prefeitura de Poços de Caldas (MG). Pesquisadora de pós-doutorado pela Unifal, doutora pela Unicamp, especialização em Farmácia Clínica e Gestão Ambiental.

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